É o que está acontecendo com o Macapá Hotel, que no início de sua vida fora chamado de Hotel Macapá, situado bem em frente à cidade, um lindo cartão postal que recebe um vento norte que abana nossa gente.
Confesso
que não sei responder a essa indagação, pois sempre imaginei que nossa memória
histórica não tivesse preço e muito menos estaria em prateleiras para medir seu
valor cultural. Afinal, em se tratando de patrimônio cultural adotado por um
povo, não tem valor financeiro que pague.
Pois
é, só que aqui no Amapá, única capital brasileira banhada pelo rio Amazonas (o
maior do mundo), rica em cultura regional, bem no meio do mundo, as leis são
diferentes e o desrespeito com a história é visível.
É
o que está acontecendo com o Macapá Hotel, que no início de sua vida fora
chamado de Hotel Macapá, situado bem em frente à cidade, um lindo cartão postal
que recebe um vento norte que abana nossa gente.
Não
tem como não lembrar as belas tardes de domingo quando nossos pais nos levavam
para passear em frente àquele lugar, e enquanto eles conversavam com amigos,
nós, crianças, brincávamos. Um mar de pureza tomava conta do nosso mundo. Agora
essas e outras contações estão ameaçadas e próximas a ficar somente nas boas
lembranças.
A
existência dessa casa é bem antes do Amapá ser transformado em estado, e nem
isso sensibiliza nossos representantes políticos. E se uma pergunta me
coubesse, poderia fazê-la sem nenhum problema: Qual o impedimento desse
patrimônio continuar embalando nossa história?
O
Macapá Hotel está na lista dos preferidos do poder público estadual para ser
vendido ou leiloado, como queiram. Essa notícia choca os amapaenses apaixonados
por esta cidade que um dia foi chamada “Jóia da Amazônia”, mas que hoje, com
tristeza, lista mais um patrimônio da história tucuju que se despede de seu
povo.
Será
que existe autoridade maior de um poder para decidir pela extinção de uma casa
que abrigou, durante décadas, um mundo de histórias? Será que o povo,
verdadeiro proprietário do lugar, não poderia ser contemplado com a permanência
de algo que venha garantir sua morada cultural?
Se
a venda do Macapá Hotel é a única saída encontrada para resolver certos
problemas causados, então qual o valor de nossa história?
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